22/10/2026
Existe um gesto que se repete todos os dias em quase toda casa: a mão que estica, encontra a superficie certa e pousa o que estava segurando. Às vezes é uma xícara de café ainda quente. As vezes é um livro que ficou pela metade. As vezes é só o celular, esquecido ali por alguns minutos de silêncio.
A Galícia existe para esses gestos. Ao lado do sofá, na altura certa, pronta para receber sem exigir atenção nenhuma em troca. E esse tipo de presença que faz um cômodo funcionar de verdade: não a peça que se destaca no centro da sala, mas a que está sempre por perto, disponível, discreta, tazendo o trabalho silencioso de sustentar os pequenos momentos do
dia.