18/08/2026
Este sofá de quatro lugares foi produzido pela Fátima Arquitetura Interiores (FAI) no final da década de 1960.
Com 278 cm de largura, sua estrutura em jacarandá é marcada por uma horizontalidade acentuada, braços estreitos e linhas contínuas, enquanto o estofamento claro reforça a presença da madeira como elemento essencial da composição.
A produção da FAI ainda é pouco conhecida quando comparada à de outros nomes do período, mas constitui uma parte importante da diversidade do mobiliário moderno desenvolvido no Brasil nas décadas de 1960 e 1970.
Sofá de quatro lugares, final da década de 1960
Jacarandá e estofamento em tecido
L 278 × P 82 × A 73 cm
Disponível no acervo da Lora Ronco Galeria.
📍Visite a galeria
Conjunto Nacional – Av. Paulista, 2073
Horsa II (ao lado da Dexco) – 11º andar, conjunto 1103
Estacionamento: R. Padre João Manuel, 60
Horários regulares:
Seg a S*x — 10h às 18h
Sábados — 10h às 16h
16/08/2026
Quantas empresas fundamentais do design brasileiro ainda esperam para ter suas histórias contadas?
Nos anos 1940 ou 1950, o imigrante português Vitor Soares Nunes abre no Rio de Janeiro a Fatima Decorações, uma loja na Rua do Catete voltada à mobília de estilo eclético e historicista. A guinada moderna vem com a segunda geração: no início dos anos 1960, Guilherme Nunes (filho do fundador) se associa a Sávio Visconti, colega de faculdade, e juntos transformam o negócio na Fatima Arquitetura Interiores (FAI), com loja em Copacabana.
Trabalhando sob encomenda, os dois criaram ainda uma estrutura paralela, a Habitat, para desenhar e produzir as peças vendidas na Fatima e em lojas vizinhas. O resultado foi um mobiliário de linhas retas e geométricas, sem ornamentos, em jacarandá, palhinha, couro e tecidos naturais — um retrato fiel do modernismo brasileiro.
Guilherme e Sávio buscavam transformar a Fatima num ponto de convergência entre arte, arquitetura e design: o espaço também funcionava como galeria, promoveu concursos de design de mobiliário e, em parceria com a revista Casa e Jardim, montou um estande de interiores na Feira do Atlântico de 1966.
Conheça as peças da Fatima Arquitetura Interiores disponíveis no acervo da Lora Ronco Galeria.
📍Visite a galeria
Conjunto Nacional – Av. Paulista, 2073
Horsa II (ao lado da Dexco) – 11º andar, conjunto 1103
Estacionamento: R. Padre João Manuel, 60
Horários regulares:
Seg a S*x — 10h às 18h
Sábados — 10h às 16h
14/08/2026
Para Sergio Rodrigues, a arquitetura não começava pela imagem que uma construção apresentaria ao mundo, mas pela vida que deveria acontecer dentro dela.
Ainda na faculdade, ele já percebia um descompasso: enquanto a arquitetura moderna brasileira ganhava reconhecimento internacional, muitos interiores não eram pensados com o mesmo rigor. Faltavam os elementos que permitiriam àqueles espaços cumprir plenamente sua função.
Foi nesse contexto que o mobiliário passou a ocupar um lugar central em seu pensamento. Não como acabamento ou complemento posterior, mas como parte da própria arquitetura — capaz de organizar usos, estabelecer proporções e aproximar o espaço da escala humana.
Em entrevista concedida a Marcelo Bezerra, Sergio resumiu essa convicção de forma direta: “uma casa vazia é um arcabouço”. Para ele, era preciso imaginar o espaço funcionando, com mesas, cadeiras e os elementos necessários para a vida acontecer.
É nesse sentido que a arquitetura se define de dentro para fora. Antes da fachada, vêm os hábitos, os movimentos, os encontros e as formas de habitar.
A frase de abertura integra as reflexões reunidas pelo Instituto Sergio Rodrigues. Os relatos apresentados no carrossel foram extraídos da entrevista concedida a Marcelo Bezerra, em 2003, e publicada pelo Vitruvius em 2015.
07/08/2026
A história do design brasileiro não foi construída por uma única visão.
Enquanto alguns designers buscavam conforto, outros estavam preocupados com leveza, inovação, produção ou acessibilidade.
Cada um partiu de uma pergunta diferente.
E essa diversidade de pensamento é uma das razões pelas quais o mobiliário moderno brasileiro continua despertando interesse décadas após sua criação.
Quando observamos uma peça apenas pela estética, vemos apenas parte da história. Mas quando entendemos o que motivou seu criador, passamos a enxergá-la de outra forma.
05/08/2026
Poltrona Costela, Martin Eisler para a Forma — década de 1950
Entre as peças mais reconhecidas do mobiliário moderno produzido no Brasil, a Poltrona Costela revela sua construção como parte essencial do desenho.
Seu nome vem da sequência de ripas curvas de madeira que forma o corpo da poltrona e permanece inteiramente visível. Em vez de ocultar a estrutura sob o estofamento, Martin Eisler organiza metal, madeira e almofadas como elementos independentes, articulados com clareza.
A base metálica confere leveza ao conjunto, enquanto as ripas envolvem o assento e o encosto. Sobre essa estrutura, as almofadas definem o volume da poltrona e criam um contraponto ao rigor da madeira e do metal.
Na Costela, forma, matéria e função não aparecem como aspectos separados. A própria maneira como a poltrona é construída determina sua expressão, uma síntese precisa da linguagem de Martin Eisler e da produção da Forma na década de 1950.
Peça disponível em nosso acervo.
📍Visite a galeria
Conjunto Nacional – Av. Paulista, 2073
Horsa II (ao lado da Dexco) – 11º andar, conjunto 1103
Estacionamento: R. Padre João Manuel, 60
Horários regulares:
Seg a S*x — 10h às 18h
Sábados — 10h às 16h
30/07/2026
Depois de ver o Museu de Arte de São Paulo criar esse conteúdo, pensamos: por que não trazer a ideia para o nosso universo? Um pouco de design moderno brasileiro, arte e arquitetura.
Imaginamos alguns dos emojis que gostaríamos de usar por aqui.
E qual peça do design brasileiro merecia virar emoji?